Redpoint eventures faz aporte de R$ 50 mi na Housi

A empresa oferece locação de apartamentos de forma profissional e totalmente digital, simples, sem burocracia e sem tempo pré-determinado para a moradia, facilitando o dia a dia das pessoas que possuem uma vida agitada, para que não percam tempo com processos burocráticos.

Redpoint eventures faz aporte de R$ 50 mi na Housi, de Frankel

Por Graziella Valenti 

A Housi, plataforma de moradia sob demanda cujo embrião nasceu na construtora e incorporadora Vitacon, vai receber seu aporte de recursos inaugural. A gestora Redpoint eventures, a primeira do Vale do Silício a atuar no Brasil e única com portfólio local, vai investir mais de R$ 50 milhões na nova companhia criada por Alexandre Frankel, empresário que conquistou notoriedade pela aposta em apartamentos compactos.

Com a transação, a casa de venture capital terá participação minoritária entre 10% e 17% na Housi e dois assentos no conselho de administração a ser constituído – com um total de cinco cadeiras. O contrato entre os sócios foi assinado na quarta-feira à noite.

A plataforma é, desde o início deste ano, um negócio totalmente separado da construtora e fica aos cuidados da holding da família Frankel. Em janeiro, quando lançou oficialmente a marca Housi, o empresário explicou sua aposta e criou um bordão de sua visão de negócios do momento: “Agora, penso muito mais em bits do que bricks”. Foi assim que justificou a troca do foco em tijolos pela tecnologia.

O novo negócio de Frankel é 100% digital. A empresa, que não é dona de nenhum empreendimento, faz a gestão de unidade residenciais e cuida de toda administração, taxas, burocracias e aluguel para o proprietário e, portanto, também para o locatário. Os serviços disponíveis aos usuários vão desde seguro-fiança até roupa de cama. No cardápio, já tem aos seus cuidados 5 mil unidades, com valor estimado em R$ 3 bilhões – menos de 20% deles são da carteira proprietária Vitacon.

Pioneira nesse modelo no Brasil, a Housi passa a ter metas bastante agressivas com a capitalização. “O plano é ter 1 milhão de habitações em cinco anos”, antecipou Frankel ao Valor.

“De forma simplificada, o dinheiro do venture capital compra tempo para as startups. Com mais capital, o empresário pode fazer em dez meses o que levaria dez anos organicamente, sozinho”, disse Flavio Pripas, do time de investimento da Redpoint.

A Housi ficará no segundo fundo da casa no país. O primeiro é de 2012, formado a partir da captação de US$ 130 milhões, e nele estão participações em três unicórnios: Gympass, Rappi e Creditas. A segunda carteira teve início em 2018 e ainda não está fechada. Enquanto o primeiro fundo foi formado essencialmente com recursos internacionais, o novo tem forte base de investidores locais.

“Investimos, na verdade, em bons empreendedores. O Alexandre já está mais que provado. Além disso, ele teve a coragem de, mesmo com todo sucesso da Vitacon e no auge do desempenho, escolher como foco o universo digital”, disse Pripas. Para a seleção, explicou o executivo, a gestora busca startups que criam soluções, a partir da tecnologia, para problemas do mundo real e com grande potencial de escala.

“Lá fora, esse modelo é uma realidade há muitos anos. E não são raras empresas com 500 mil a 600 mil unidades sob gestão”, disse Frankel, citando como exemplo Estados Unidos, Canadá e Alemanha. Ele explicou que, aqui no Brasil, está ocorrendo agora com imóveis residenciais o que aconteceu no comércio e resultou nas grandes gestoras de shopping centers, há algumas décadas.

A Housi vai iniciar a atividade fora de São Paulo ainda neste fim de ano. A primeira operação fora da cidade vai ser em Porto Alegre (RS). Outras seis capitais estão na mira para o começo de 2020. “Os recursos novos serão totalmente dedicados à expansão.”

A ideia para a plataforma surgiu a partir da experiência de Frankel na incorporação da Vitacon. Como boa parte do público comprador são investidores, e não os moradores de fato, o empresário percebeu que ele garantiria toda experiência que propunha em seus empreendimentos se conseguisse fazer a gestão para o dono. Com isso, também garantiria um retorno melhor para o comprador e menos trabalho – ou seja, mais satisfação com a aplicação. Para a Housi, a meta de retorno é entre 7% e 10% ao ano mais IGP.

Na Redpoint, a aposta na Housi é a primeira com ligação ao mercado imobiliário. O lema da casa mundo afora é investir em fundadores que criam novos mercado ou redefinem os existentes – são US$ 4,8 bilhões em ativos sob gestão, 518 companhias financiadas e 157 ofertas iniciais e fusões ou aquisições realizadas.

A Housi, plataforma de moradia sob demanda cujo embrião nasceu na construtora e incorporadora Vitacon, vai receber seu aporte de recursos inaugural. A gestora Redpoint eventures, a primeira do Vale do Silício a atuar no Brasil e única com portfólio local, vai investir mais de R$ 50 milhões na nova companhia criada por Alexandre Frankel, empresário que conquistou notoriedade pela aposta em apartamentos compactos.

Com a transação, a casa de venture capital terá participação minoritária entre 10% e 17% na Housi e dois assentos no conselho de administração a ser constituído – com um total de cinco cadeiras. O contrato entre os sócios foi assinado na quarta-feira à noite.

A plataforma é, desde o início deste ano, um negócio totalmente separado da construtora e fica aos cuidados da holding da família Frankel. Em janeiro, quando lançou oficialmente a marca Housi, o empresário explicou sua aposta e criou um bordão de sua visão de negócios do momento: “Agora, penso muito mais em bits do que bricks”. Foi assim que justificou a troca do foco em tijolos pela tecnologia.

O novo negócio de Frankel é 100% digital. A empresa, que não é dona de nenhum empreendimento, faz a gestão de unidade residenciais e cuida de toda administração, taxas, burocracias e aluguel para o proprietário e, portanto, também para o locatário. Os serviços disponíveis aos usuários vão desde seguro-fiança até roupa de cama. No cardápio, já tem aos seus cuidados 5 mil unidades, com valor estimado em R$ 3 bilhões – menos de 20% deles são da carteira proprietária Vitacon.

Pioneira nesse modelo no Brasil, a Housi passa a ter metas bastante agressivas com a capitalização. “O plano é ter 1 milhão de habitações em cinco anos”, antecipou Frankel ao Valor.

“De forma simplificada, o dinheiro do venture capital compra tempo para as startups. Com mais capital, o empresário pode fazer em dez meses o que levaria dez anos organicamente, sozinho”, disse Flavio Pripas, do time de investimento da Redpoint.

A Housi ficará no segundo fundo da casa no país. O primeiro é de 2012, formado a partir da captação de US$ 130 milhões, e nele estão participações em três unicórnios: Gympass, Rappi e Creditas. A segunda carteira teve início em 2018 e ainda não está fechada. Enquanto o primeiro fundo foi formado essencialmente com recursos internacionais, o novo tem forte base de investidores locais.

“Investimos, na verdade, em bons empreendedores. O Alexandre já está mais que provado. Além disso, ele teve a coragem de, mesmo com todo sucesso da Vitacon e no auge do desempenho, escolher como foco o universo digital”, disse Pripas. Para a seleção, explicou o executivo, a gestora busca startups que criam soluções, a partir da tecnologia, para problemas do mundo real e com grande potencial de escala.

“Lá fora, esse modelo é uma realidade há muitos anos. E não são raras empresas com 500 mil a 600 mil unidades sob gestão”, disse Frankel, citando como exemplo Estados Unidos, Canadá e Alemanha. Ele explicou que, aqui no Brasil, está ocorrendo agora com imóveis residenciais o que aconteceu no comércio e resultou nas grandes gestoras de shopping centers, há algumas décadas.

A Housi vai iniciar a atividade fora de São Paulo ainda neste fim de ano. A primeira operação fora da cidade vai ser em Porto Alegre (RS). Outras seis capitais estão na mira para o começo de 2020. “Os recursos novos serão totalmente dedicados à expansão.”

A ideia para a plataforma surgiu a partir da experiência de Frankel na incorporação da Vitacon. Como boa parte do público comprador são investidores, e não os moradores de fato, o empresário percebeu que ele garantiria toda experiência que propunha em seus empreendimentos se conseguisse fazer a gestão para o dono. Com isso, também garantiria um retorno melhor para o comprador e menos trabalho – ou seja, mais satisfação com a aplicação. Para a Housi, a meta de retorno é entre 7% e 10% ao ano mais IGP.

Na Redpoint, a aposta na Housi é a primeira com ligação ao mercado imobiliário. O lema da casa mundo afora é investir em fundadores que criam novos mercado ou redefinem os existentes – são US$ 4,8 bilhões em ativos sob gestão, 518 companhias financiadas e 157 ofertas iniciais e fusões ou aquisições realizadas.

 

Fonte: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2019/11/29/redpoint-eventures-faz-aporte-de-r-50-mi-na-housi-de-frankel.ghtml

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